Guizado e Curumin - Melhores de 2008 no Tramavirtual
By urbanjungle on Jan 12, 2009 | In Curumin, Guizado
Fonte: Tramavirtual

1 - Guizado - Punx (Urban Jungle/ Diginóis)
O sucesso do Guizado é emblemático ao confirmar alguns aspectos que se consolidaram na cena independente nos últimos anos. Primeiro, a crescente aceitação da música instrumental, que aqui ganha roupagem pessoal e inédita. Depois, a questão da divulgação: foi violenta a exposição pela qual este disco passou, seja via circulação em si na internet, seja via show, que, versátil, foi executado à exaustão nos mais diversos locais. Punx é um terremoto de texturas que possui bases pesadas e tensas, criadas tendo como regra maior a intuição, sem grandes amarras estruturais: são poucas músicas que contam com um tema definido. É fundamental destacar a presença de Régis Damasceno e Rian Batista (Cidadão Instigado), além do baterista Curumin. Regidos pelo comandante Gui Mendonça, os três tiveram liberdade para dividir a cena em explosões sonoras. Na parceria com essas figuras, já há muito estabelecidas na cidade como ícones de uma nova cena, é inegável a presença de uma atmosfera paulistana em Punx. Os motivos que fariam o disco não estar nesta lista são muitos. É um álbum de estréia, difícil de ser ouvido, muitas vezes sombrio e na sua maior parte desprovido de melodias bonitas. Mas prova que tudo isso é relativo e a música pode percorrer muitos, e diversos, caminhos. (Enrico Vacaro)

3 - Curumin - Japan Pop Show (YB/ Quannum)
Se no disco anterior, Achados e Perdidos, o paulistano Luciano Nakata, mais conhecido como Curumin, acenava com uma série de boas idéias dispersas em um trabalho de pouca coesão, neste Japan Pop Show ele acerta em cheio ao embalar pra viagem – e aí cabe um duplo sentido - o samba soul de Jorge Ben. Lançado lá fora antes que por aqui, o álbum chega palatável a ouvidos estrangeiros – e brasileiros, claro -, recheado de elementos do hip hop, dub, funk e pancadão, além de uma malemolência brazuca quase caricata – principalmente nas letras – que faz todo sentido dentro do contexto do álbum. Acompanhando, toneladas de participações especiais, nacionais e gringas, do skatista que virou groovemaker Tommy Guerrero aos patrões Blackalicious, do selo americano Quannum, passando por B Negão, Lucas Santtana e Marku Ribas, garantem o clima de festança multicultural. (Dago Donato)
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