Entrevista: Télépathique no TramaVirtual
By urbanjungle on Sep 22, 2008 | In Telepathique | Send feedback »

Fonte:Trama Virtual
Electropatia
por Enrico Vacaro
Dupla paulistana Telepathique volta de turnê pela América do Norte e fala à TramaVirtual
É uma constante nacional bandas brasileiras serem faladas por aqui só depois de aparecerem lá fora. O Telepathique é um bom exemplo disso. Com um electro-rock que cai bem em qualquer festa e letras bem sacadas, a dupla foi assunto das principais revistas de música mundo afora. Também foi tema de blogs e sites cultuados como o Pitchfork, que destacou o vídeo de “I’m Not The Man You Think I Am” (assista abaixo), confirmando um reconhecimento que ainda não aconteceu no Brasil.
O duo é formado por Mylene Pires e Érico Theobaldo. Ela, cantora dedicada à MPB , com biografia recheada também por regravações de músicas do grupo lusitano Madredeus; ele, também conhecido como DJ Periférico, tem vasta carreira como produtor e já fez uma série de remixes. Juntos , lançaram, em 2006, Last Time On Earth, que lhes rendeu gigs na Europa e Estados Unidos, de onde acabaram de retornar após abrir uma série de shows do músico britânico Tricky.
Érico Theobaldo falou à TramaVirtual.
Como foi a turnê americana? Onde vocês tocaram e como foram os shows?
Ficamos umas cinco semanas e fizemos quatorze shows, mais uma apresentação ao vivo na radio KEXP de Seattle. As cidades foram Seattle (dois shows), Chicago (três shows), Denver, Los Angeles, New York (três Shows), Philadelphia, Washington D.C. nos EUA. E Toronto e Montreal no Canadá. Foi muito positivo pois foi no momento que nosso álbum estava sendo lançado e muitas rádios estão tocando nossas músicas lá. Então tinha sempre gente que já nos conhecia e que tava lá pra ver o show.
Qual o lugar mais legal em que vocês se apresentaram?
Lugares como o House of Blues de Chicago e o 9:30 de D.C. são maravilhosos pela infra-estrutura e pela história no show-business, mas o mais especial foi La Sala Rosa de Montreal, pois o show que foi quase cancelado no dia por problemas técnicos, mas acabou rolando e nós não imaginávamos que as pessoas estavam tão ansiosas pra ver a gente. Acabou sendo um dos melhores shows da tour.
Como foi abrir para o Tricky? Tocaram com alguma outra banda de lá?
Foram maravilhosos pois além de dividir o mesmo palco com um artista que a gente adora, acabamos tocando para um público maior e em lugares muito bem estruturados.
Follow up:
Fomos muito bem tratados pela equipe dele e o público gostou bastante também. Abrimos também para o Mates of State e Takka Takka em NY no Highline Balroom e foi ótimo.
Como que rolou esse interesse gringo?
Foi esse selo de Seattle, The Control Group, que entrou em contato com a Urban Jungle, que é nosso selo aqui no Brasil. Foram meses de conversa antes do lançamento, então foi tudo muito bem planejado. Nós estamos muito felizes pois hoje temos uma equipe muito boa trabalhando com a gente, e são pessoas que estão afinadas com os novos rumos do mercado musical.
Vocês acham que lá fora há uma sensibilidade/ receptividade maior em relação à música de vocês?
Acho que não. Aqui também tem muita gente que gosta do que a gente tá fazendo. Nós recebemos diariamente mensagens de pessoas de todos os lugares do Brasil na nossa página no Myspace. A diferença é que lá tem um mercado que funciona, tem rádios que tocam nossa música sem jabá e muitos lugares onde bandas como o Telepathique podem tocar.
Como se sentem sendo "falados" aqui praticamente apenas depois de terem acontecido coisas por lá (fora)?
Eu me sentiria péssimo se lá fora nós fossemos ignorados pela imprensa como aqui. Acho que eu mudaria de profissão. Mas como nós temos tido muito reconhecimento, até em paises onde o disco não foi lançado ainda, eu sei que o problema aqui não é com a gente.
Como foi sair na Pitchfok.Tv com o vídeo de I'm not the man you think I am? Fale um pouco do vídeo. O que é aquele casamento/ festa de quinze anos?
Já tinhamos aparecido por lá com o clip de "Eu Gosto" que eu também fiz. É muito bom ter o reconhecimento do Pitchfork.Tv. Muita gente vê. Até o Brian Adams que é o autor de "I'm not the man…" ficou sabendo por lá. Ele gostou da versão e entrou em contato com a gente. Convidou pra ir no show dele com o Rod Stwart em Chicago. A gente tomou o maior susto! Aquilo foi o aniversário de 15 anos da Mylene. O pacote completo, com direito a gelo seco, locutor, príncipe encantado, coreografia com 15 casais de amigos de 15 anos, etc. Quando eu comecei a editar na música, tudo encaixava perfeitamente. Parecia que tinha sido tudo filmado para aquela música. São duas horas de material. Tem mais 2 versões do clip sendo feitas pelo Embolex e pelo VJ Oswaldo Sant'ana.
Quais os planos pro resto do semestre? Pretendem fazer shows aqui?
Talvez a gente ainda vá pra Europa e USA de novo ainda esse ano. O álbum vai sair aqui no Brasil. Já está prensado. É em SMD e vai custar R$5,00. Faremos alguns shows com certeza até o final do ano. A gente está preparando o próximo álbum também e algumas músicas novas já estão no show.
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