Entrevista - Curumin no Drop Music
By urbanjungle on Mar 4, 2010 | In Curumin

Fonte: DropMusic
Por Davi Santos
Multi-instrumentista, com nome meio japonês e meio português, e gingado brasileiro, alguns dizem que tem uma cara de índio. Luciano Nakata Alburquerque, vulgo Curumin, já trabalhou com artistas como Arnaldo Antunes, Paula Lima e as belas Vanessa da Matta e Céu, e tem uma carreira internacional de dar inveja em muita banda considerada grande no cenário brasileiro. Com muita simpatia e aquele sotaque paulistano carregado da Mooca, Curumin bateu um papo após o show que fez no dia 23 de fevereiro.
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O show foi baseado nos CDs “Achados e Perdidos” e “JapaPop Show”, o último lançado no Brasil, EUA e Japão. Curumin canta e toca, ao mesmo tempo, bateria com propriedade. Conduz o show de maneira simpática e descontraída e faz o público bater palmas, dançar e cantar os fáceis refrões de suas músicas, que entram na cabeça facilmente e não saem mais. Não acredita? Tente ouvir uma única vez o CD e sairá cantarolando por aí.
DropMusic: Como é fazer um som na contramão do mercado fonográfico aqui no Brasil?
Curumin: Cara, pra mim não tem isso, eu não faço uma música pra ser comercial ou estar na boca da galera, até mesmo rolar em novela. Claro que seria ótimo, mas procuro estar bem comigo mesmo, fazer algo que me deixe feliz com o resultado final
DM: Sendo Paulista, você acha que seu público ta bem centralizado aqui em SP ou já pode falar que tem gente pelo Brasil todo ouvindo sua música?
Curumin: Então, é até engraçado, rolou um show em Belém do Pará que foi bom pra caramba. A galera cantando todas as músicas, uma energia boa mesmo. Mas claro que no Rio e em São Paulo, acho que por eu ser aqui da capital, rola uma aproximação maior, reflexo de um som urbano que faço com influência da metrópole mesmo.
DM: Suas músicas trazem influências de vários estilos, como MPB, Rap, Samba, Jazz e até música eletrônica, essas seriam suas influências de verdade?
Curumin: Não tenho um rótulo, acho que até o resultado final do trabalho também não se adapta um estilo único de música, tem um pouco de tudo ali. Gosto de coisas boas, bem simples.
DM: E no dia-a-dia, o que você costuma ouvir?
Curumin: Escuto muito essas novas cantoras brasileiras, por exemplo, a Céu, que gosto muito. E, além disso, como bom paulista, ouço muito hip-hop. Caras como Emicida e Kamau são artistas que gosto e admiro muito. E, claro, também ouço música de artistas gringos, até mesmo do Japão (risos).
DM: Para o começo de 2010 algum projeto novo, com algum artistas desses que você gosta ?
Curumin: Foi até bom comentar isso, mês que vem vai rolar aqui em São Paulo um projeto meu com o Emicida. Vamos cantar no mesmo palco músicas minha e dele em uma nova roupagem, mais voltada para o rap.
DS: E um novo trabalho com inéditas. Alguma coisa já em mente ?
Curumin: Então, ter até tenho. Mas estou muito aberto para novas coisas e pode mudar quando for achando que tenho que buscar algo diferente. Na verdade, acho que pode mudar até os 45 do segundo tempo. Quando entro no estúdio varia muito e acabo pensando em outro tipo de exploraração do trabalho. Foi assim com os meus dois CDs e gostei do resultado final. Espero e acho que vou gostar deste futuro trabalho.
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