Entrevista: Curumin na Época SP
By urbanjungle on Mar 11, 2009 | In Curumin
Fonte: ?poca SP

EVOLU??O NATURAL
Por Regiane Teixeira
O trabalho do cantor e músico Luciano Nakata, mais conhecido como Curumin, pode n?o estar nas paradas de sucesso das rádios brasileiras, mas já rendeu turnês pelos Estados Unidos e até elogios da atriz norte-americana Natalie Portman.
A mistura de samba, soul, dub, funk e sons eletr?nicos na música do paulistano chega em novo formato no disco “Japan Pop Show” que será lan?ado em apresenta??o nesta sexta-feira, 16, no Sesc Pompéia. Curumin conversou com o site da revista ?poca S?o Paulo sobre seu segundo disco, influências e a repercuss?o no exterior.
?poca S?o Paulo - Qual a influência da sua origem japonesa nesse novo trabalho?
Curumin - Na verdade, a influência é mais afetiva e familiar. Vem mais da história que eu vivi com a minha família do que uma influência de fato da cultura japonesa.
ESP ? Mas você canta uma música em japonês em “Japan Pop Show”. O que ela quer dizer?
C - Um músico de Porto Alegre chamado Flu me mandou uma música pra gente fazer uma parceria. Eu fiz a letra e ela ficou “super japonesa”, parecia que ela falava de personagens de mangá, picachú, tamaguchi, essas coisas. Aí a gente achou que tinha tudo a ver transformar a música em japonês.
ESP - O que mudou desde o primeiro disco?
C - O pessoal fala que mudou bastante, mas eu tenho a sensa??o de que é uma continua??o natural do primeiro disco. ? um disco mais para ouvir em casa, no tr?nsito, do que ouvir numa festa, como o primeiro.
ESP - Você mistura muitos ritmos em seu som. Como definiria a sua música?
C - Eu conversei com um amigo meu outro dia sobre isso e chegamos à conclus?o de que é samba. N?o é o samba tradicional. ? um samba que se transformou durante anos, que ganhou algumas características e perdeu outras.
ESP - Você se lembra quando e como foi o seu primeiro contato com a música?
C - Eu comecei muito cedo, eu era bem novinho e entrei numa escola nova e o primeiro amigo que eu fiz tocava viol?o e tinha família de músicos. Eu tinha uns 7 anos e fiquei super entusiasmado de vê-lo. Esse colega adorava heavy metal. Eu fui na onda dele e comecei a ouvir Iron Maiden e tocar viol?o. Depois, evolui para a bateria, que é o que eu mais toco hoje em dia. Gosto de música e quando eu quero fazer alguma coisa, fu?o em tudo.
ESP - O que você está ouvindo atualmente?
C - Eu gosto de coisas com influência africana como funk, soul, samba, reggae.
ESP - Como é o retorno dos shows que você faz no exterior?
C ? Eu tive sorte, ou n?o, porque os shows que eu fa?o lá fora s?o para a galera de lá. A recep??o é muito boa. Eles acham diferente, exótico, mas logo se acostumam. Meu som tem uma identifica??o grande com a música americana. Sempre foram bons os shows lá.
ESP - Você é paulistano. Qual a influência da cidade de S?o Paulo na sua música?
C - Sem dúvida, os dois discos têm uma super influência da cidade. Ela coloca uma impress?o muito forte no cidad?o daqui. ? uma cidade muito diferente do resto do mundo. N?o só recebe informa??es de todos os lugares, mas tem uma coisa muito específica daqui, da cultura brasileira.
Curumin toca dia 16 às 21h00 no Sesc Pompéia: R. Clélia, 93, tel.: 3871-7700. Ingressos: de R$ 4 a R$16
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